Mochilão – Bolívia (Uyuni)

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A empresa que fomos, foi Trans Omar. Viagem OK também. Nada demais, sem muito conforto, semi leito.

Eu acordei umas 5h, no ônibus, nariz seco, grudando e quando mexi nele, saiu uma casquinha e sangue. Com meu marido também. Não se assusta. Assoa, limpa e hidrata. Levamos, como disse neosoro, sorine e rinossoro. Eu usei mais o Neosoro. Aproveita e coloca colírio também. Você vai usar bastante na viagem. (p.s.: meu nariz assou acho que no segundo dia, e usei pomada de assadura de bebê, ajudou bem!)

Chegamos 7h na cidade. Deserta. Nos 2 sentidos hahaha. Não sei o porquê que chegamos 1h antes do normal, mas nada estava aberto a não ser um café que uma boliviana, andando na rua e caçando pessoas perdidas, nos indicou. Fomos no café esperar abrir as agências de viagem, e comer. E todos de todos os ônibus que chegaram cedo estavam lá. Sim.

Comemos e logo deu a hora. Saimos e fomos direto na Red Planet fechar o tour. Normalmente se fecha no dia em que está na cidade mesmo. Cada empresa tem um número X de carros (jeeep, land rover, etc..) que cabem de 5 a 7 pessoas, e com esse carro atravessam o deserto em 3 dias e te deixam na fronteira do Chile e uma empresa do Chile te busca e você continua viagem (tem a opção de voltar para o Uyuni, mas ninguém volta).

Chegamos e estava CHEIA de gringos. Falamos que queríamos sair no mesmo dia e eles comentaram que não tinha mais carro para aquele dia (todo dia sai tour, mas tínhamos que sair nesse dia, pelo nosso roteiro). Minha madrinha quase pirou hahahaha. Ela queria MUITO a Red Planet. Primeiro por pesquisar meses, conhecer, ter indicação, e….a Red Planet ser a única que dorme perto das Termas e sai à noite para se banhar na água quentinha, e com isso minha madrinha queria tirar fotos à noite, do céu estrelado e limpo (um dos mais limpos!). Surto controlado, fomos em uma outra que uns brasileiros que subiram a Chacaltaya com a gente indicou, a Cordilheira Traveller – muito conceituada e conhecida também. Chegamos e….sem mais carros para o dia! Pode pirar agora? Hahahaha. Deu um medinho. Porque estaríamos na mão de outra empresa que não conhecíamos. Tem muitas empresas abertas, em uma rua mais conhecida da cidade, mas não tínhamos pesquisado nenhuma outra além da Red Planet.

E um dos medos são os motoristas, que já tínhamos lido alguns relatos que bebiam, e tinha muita reclamação geral deles. Vamos combinar 3 dias no deserto, quase sem conforto, tem que ter pelo menos confiança em quem está guiando né!

A atendente da Cordilheira disse que ao lado tinha a Brisas Tour e provavelmente tinham vaga, e eram bons. Fomos, fazer o quê? Entramos lá para conhecer e conversar. O local tinha um mooooonte de papéis na parede escritos em coreanos, japonês, chinês, …. alguns em inglês. Falando de como foi a experiência deles. (óbvio que não entendemos os em japonês, etc).

Perguntamos o valor e era metade. Deu medo do barato sair caro. O roteiro era o mesmo e até tinha a opção de sair um dos dias de madrugada, parar no salar e tirar fotos das estrelas entre a manhã e a noite. Foi nos agradando. Ai quem estava atendendo disse: os asiáticos vem muito aqui, somos uns dos poucos que saem à noite/de madrugada, e eles amam estrelas! Minha madrinha deu um pulo! ” ELES AMAM ESTRELAS MESMO!! PODE FECHAR, DEVE SER TUDO INDICACAO POSITIVA O QUE ESTA ESCRITO!! AS FOTOS DELES SAO SENSACIONAIS!!” Nesse momento começamos a nos acalmar. Se japonês gosta, é bom né? Rsrs.

O tour ficou 800 bolivianos (fora entrada dos parques, que deve aumenta mais uns 200 bolivianos no total) por pessoa. Nele inclui a hospedagem e comida nos 3 dias (não se empolgue, okay?). Eram 9h, partiríamos às 11h, e no carro iam mais 2 brasileiras com a gente. Com você no carro fica a mochila menor e os itens que mais usa, e no teto ele guarda as malas e só tira quando chega no hostel. E todo dia faz isso.

Pegamos as brasileiras, todos tímidos no começo rs, e partimos. O motorista parou na casa dele e pegou nosso almoço do dia. Primeira parada Cemitério de Trens. É no meio do deserto mesmo, areia, e era uma antiga rota que foi sabotada pelos Aymarás, antigo povo da Bolívia, e os trens ficaram lá, largados, os trilhos, tudo. É bem legal. Muitos sobem e escalam ele, fazem vídeos e fotos. Todos os demais carros partiram juntos e em todos os locais que parávamos, também tinha outros tantos carros e turistas fazendo o mesmo.

De lá partimos para uma cidadezinha aonde tem artesanato local e itens que queira comprar, nada demais, mas último contato com vendas rs. Continuamos indo para as pirâmides de sal. Que ficam com essa forma, natural, pelo acúmulo, conforme as chuvas. Um pouco mais a frente vimos pequenos olhos d’água, bem salgada e gelada (que borbulhava) no meio do deserto. No caminho paramos para almoçar, no antigo hotel de sal, agora desativado. Fica na rota do Dakar Bolívia. Encontramos 2 brasileiros andando de moto e atravessando o deserto. É muito comum, além de louco isso hahaha. O nosso motorista esquentou a comida, pôs a mesa e nos chamou para comer. Tinha alface, tomate, arroz branco, carne de panela com batatas, água e refri. De sobremesa, banana. Comemos e nos deliciamos. De lá fomos tirar fotos na imensidão do deserto. Aquelas fotos loucas, sabe?

Muito difícil tirar. Nosso guia não nos ajudou. A maioria ajuda, leva bonequinhos, faz perspectiva, brinca com os tamanhos, etc. Nos viramos rs. Valeu a interação e começo de amizade com as meninas, Laura e Karen 🙂 agora amigas nossa. De lá paramos em uma ilha de cactos, era como um refúgio para os antigos povos que andavam no deserto, pela sombra. Além de ser como um solo sagrado, e tem que ter muito respeito pelos cactos. Paga 30 bolivianos a entrada e tem um circuito para subir e ver tudo. Lá conhecemos 2 britânicas. E você vai reparar que vai ver essas pessoas outras vezes na viagem rs. A vista é bem bacana, o sol estava começando a baixar e as fotos ficaram bem legais.

Quem gosta de fotografia essa viagem é essencial! De verdade. Nunca vi nada mais lindo na vida! Não os cactos. Também. Mas o geral, sabe? Natureza pura. Sem o homem mexer. Bruta. Linda. Deslumbrante.

Saimos e fomos ver o por do sol em um local estratégico. De um lado, o horizonte infinito, com tons de laranja, amarelo, dourado, e virando 180 graus, o céu ainda claro, mas com tons de lilás, roxo, rosa, azul. E tudo foi se escurecendo aos poucos, pintando o céu, e aquilo te abraçando, e olha, nada, nada tira esse pôr do sol da minha memória. Lindo DEMAIS. Vivo, intenso. Natural. Vontade de chorar, orar, falar: Deus imagina como deve ser o céu, porque isso aqui está perfeito demais!

Tirando o frio. Hahahaha. Muito frio. Durante o dia calor, bastante calor. Eu sempre de manga comprida. Evitar maiores problemas (meu marido se distraiu em um dia e queimou uma parte do pescoço, fez bolha e tudo).

Fomos para o hostel. Todo de sal. Até o chão, como um sal grosso. Nesse dia tinha banho quente, e quarto para cada 2 pessoas. Dormimos eu, meu marido, minha madrinha e o marido dela por opção. Aproveitamos bem o banho quente (entenda-se por isso: um cano com água quente em um banheiro simples, sem acabamento, etc). Leve toalha (levei aquelas de microfibra que seca rápido, sabe?). Eu achei suportável isso. Não sou das mais frescas. Não sei se foi o cansaço, mas dormi bem e quentinha até.

No local tem casinhas de apoio, com a comunidade local, e creio que eles já conhecem a todos. Alguma moça cuidou de fazer nossa janta. Que foi uma sopa de legumes (gostosa), e o Pique a lo Macho – um prato típico da Bolívia, com batata frita, carne acebolada, salsicha, ovo, ketchup e maionese. Parece nojento, visualmente é, mas é bom. Comível e a única opção hahaha. Tinha mais gente nesse hotel, e os gringos são festeiros e ficaram até tarde. Nós dormimos. De velhos e cansados. Sim.

E se prepare: 3 dias offline.

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