Mochilão – Bolívia (Uyuni)

Este artigo está na(s) categoria(s) Uma noiva no blog!.

Acordamos 3h30. Tomamos café (pão, geléia, doce de leite, café em pó, leite em pó, chá, achocolatado, água quente) – o mesmo todos os dias. Arrumamos as malas, jogamos em cima do jeep, conosco o que importava e partiu olhar as estrelas. Não deu certo. Estava nublado. Mas, fazer o quê? A natureza é assim mesmo. Mas, valeu ver o nascer do sol. Lindo.

Continuamos para um pequeno vilarejo, mas não paramos. Estávamos com sono e seria como o outro: apenas compras – não queríamos. (tudo isso, os 6 em consenso). Próxima parada: Lhamas.

O mais incrível é que você passa o dia no jeep, mas sua vista não cansa porque você vê areia, depois do nada sal, ai surge uma montanha, ai começa a nevar, ai você vê pasto, ai vem cacto…e nunca para. E te impressiona como um deserto pode ter tanta coisa junta??

A segurança com o motorista é primordial porque não tem asfalto, estrada, gps, celular, bússola, nada. Ele conhece aquele deserto como a palma da mão dele. Ele sabe exatamente como e onde ir. Não me pergunte como. Discutimos que ele talvez deva se guiar pela posição do sol em relação a montanhas, etc. Isso é muito legal. Dá medo? Pode até dar, mas não tem o que fazer, somente ele pode levar vocês. Por isso, a confiança na agência que fechar.

Chegamos nas lhamas. Descemos um morrinho e tentamos chegar perto delas, mas elas fogem 🙁

As brasileiras estavam querendo ir ao banheiro e aproveitaram a parada. Importante: durante o dia o banheiro é no mato mesmo. Leve lenço umedecido e papel higiênico.

Continuamos até um local que tem formações rochosas vulcânicas, o Vale de los Rocas, já estava muito frio e muito vento. Descemos, ficamos pouco e tiramos poucas fotos. Próxima parada: beira de um laguinho bem frio, com alguns flamingos (que fogem rs), e com uma vista muito bonita. Estava muito frio, não tiramos muitas fotos, mas principalmente porque era lá que comeríamos. Sim. O motorista abriu o porta mala, fez com um apoio (e creio que pela madrugada tinha pego a comida pronta, e deixou na térmica), e montou os potes, pratos, pegadores, etc. A comida esfriava logo que colocava no prato, mas estávamos com TANTA fome (tomamos café 4h!) que estava delicioso! Comemos macarrão sem molho, frango assado, batatas, vagem, cenoura. E colocamos maionese para dar uma ‘liga’ hahaha, nessa hora, vale tudo.

Meio desastrado comer no carro, mas deu certo, e é assim, em todos os locais que fechar, o luxo é meio luxo mesmo hahahaha.

De lá a próxima parada era a que eu mais gostei e me marcou na viagem: a Laguna Colorada.

dica: você para antes e tem que pagar a entrada nesse parque (150 bolivianos cada), é uma reserva, e lá tem banheiro! (leve o papel higiênico!).

Fizemos 2 paradas, porque a Laguna é MUITO grande e tem muitas vistas e ângulos para ver. O hostel que dormiríamos era ‘perto’, e por ter sairmos cedo, estávamos com tempo, então conseguimos aproveitar mais. Não muito porque o frio estava DEMAIS.

Mas, isso não me fez desistir de descer e me apaixonar pela vista. Jesus. Que coisa linda que você fez, meu Deus! Que coisa perfeita! É de chorar! Mesmo!

A cor dela é pelos minérios da água e o movimento das algas com o vento. Muita perfeição.

(aiai….)

Chegamos cedo ao hostel, a neve estava se intensificando e o frio batendo forte. Era cedo ainda. Não tinha energia. Nesse hostel, nessa noite não teríamos água quente, apenas um cano com água do ártico hahahaha de tão fria, e 4h de eletricidade (das 19h as 23h). Era por volta das 17h, o que fizemos?

Dormimos. Sim. Descanse quando puder. Nos agasalhamos bem e dormimos. Acordamos 1h depois, tinha chá e bolacha de água e sal para comermos e a janta saiu por volta das 20h. Comemos sopa de legumes e macarrão ao sugo, nessa noite teve um vinho tinto que ajudou muito com o frio 🙂

E adivinha quem estava no mesmo hostel? Sim, Red Planet. No final, é tudo igual, quando escolhido certo.

Escovar os dentes doeu de tão frio, trocar de roupa arrepiou, e o banho? hum…lencinho umedecido.

Antes de dormirmos o nosso motorista chegou para nós e disse que achava que o Chile não iria liberar a nossa entrada amanhã, por conta do clima, e teríamos que ir para outra fronteira.

Desesperamos de leve, e dormimos. Eu, orei.

thumb_IMG_3661_1024 thumb_IMG_3662_1024 thumb_IMG_3664_1024 thumb_IMG_3673_1024 thumb_IMG_3674_1024 thumb_IMG_3677_1024 thumb_IMG_3679_1024 thumb_IMG_3683_1024 thumb_IMG_3684_1024 thumb_IMG_3690_1024 thumb_IMG_3692_1024 thumb_IMG_3694_1024 thumb_IMG_3695_1024 thumb_IMG_3697_1024 thumb_IMG_3699_1024 thumb_IMG_3701_1024 thumb_IMG_3703_1024 thumb_IMG_3709_1024 thumb_IMG_3715_1024 thumb_IMG_3720_1024 thumb_IMG_3722_1024 thumb_IMG_3727_1024 thumb_IMG_3731_1024 thumb_IMG_3732_1024 thumb_IMG_3735_1024 thumb_IMG_3737_1024 thumb_IMG_3739_1024 thumb_IMG_3740_1024 thumb_IMG_3742_1024 thumb_IMG_3744_1024 thumb_IMG_3751_1024 thumb_IMG_3752_1024 thumb_IMG_3753_1024 thumb_IMG_3754_1024 thumb_IMG_3756_1024 thumb_IMG_3758_1024 thumb_IMG_3760_1024 thumb_IMG_3766_1024 thumb_IMG_3768_1024 thumb_IMG_3771_1024 thumb_IMG_3774_1024 thumb_IMG_3777_1024 thumb_IMG_3778_1024 thumb_IMG_3779_1024 thumb_IMG_3782_1024 thumb_IMG_3784_1024